
Materializei você ao meu gosto. Te desenhei num papel bonito, dobrei e guardei no bolso que é pra te carregar comigo, pra que você veja por quais caminhos eu faço futuro. Quis estar no seu bolso também, saber das coisas que você gosta, das que você desaprova. Mais que isso, eu quis muito olhar nos seus olhos.
Eu quis conhecer o limoeiro do seu quintal, sentar debaixo, falar da vida. Quis que você colocasse em palavras o que sente, que falasse com música. Eu quis a caixa de email com uma novidade às quatro da tarde, um botão de rosa sem data marcada. Eu quis um abraço apertado de saudade e um afago suave de quem não tem pressa.
Eu quis te encontrar num dia desses qualquer, alimentei a sua espera e até sonhei com você.