sexta-feira, 2 de julho de 2010

Trilhas da semana.

Simone - Migalhas
Oswaldo Montenegro - Intuição, Metade, Andança
Julinho Marassi e Gutemberg - Aos meus heróis
Los Hermanos - Conversa de botas batidas
Maria Bethania - Grito de alerta
Belchior - Medo de avião, Saia do meu caminho

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu perdi todas as minhas certezas, se alguém encontrar diga que preciso delas aqui, comigo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amanhã


Eu poderia te falar das esperanças que ando cultivando e daquelas que eu já não tenho mais. Eu escolheria por horas um abraço, mas tem sempre a vida dando o sinal de alerta: acabou o recreio. Eu arriscaria um poema, uma música, um sorriso, não soasse confissão. Eu brincaria menina, não fossem as responsabilidades chamando mulher. Eu desistiria desse jogo de engolir meias mentiras que os adultos inventaram por comodidade. Eu imaginaria as pessoas como Lennon imaginou: living life in peace. Eu reencontraria os sonhos, eu os defenderia com mais verdade. Eu me lembraria - mesmo que por um instante - que existe uma palavra, um dia, que faz toda a diferença: amanhã.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

What the wind says when she cries?

O cenário é justamente esse: choro aqui dentro, vento forte lá fora. Meus milagres foram desfeitos e então o vento tocou a alegria quiçá pros próximos capítulos. Páginas novas, recomeço. Tudo isso que chamo de esperança. Que hoje me faltou. Fim do dia, fim do fim. Que venha o amanhã, mais sereno, ameno.
Eu não sei da onde veio essa poeira que me embaçou a vista, só sei que desejei ver as coisas com mais clareza. Desejei, por alguns instantes, que o dia de hoje fosse algum conto mal escrito solto por aí. Depois entendi, a rajada de vendo levou embora o meu castelo de cartas de baralho, tudo que ela quer é reconstrução. E eu, egoísta que sou, nao vou dar chance ao fracasso.

domingo, 30 de maio de 2010

Não consigo repreender ninguém num abraço. Faço do riso um sinal, destinado a poucos. A poucos por que é muito. E os olhos, verdinhos, vivos, fazem confissões num riso decodificador. E eu, num pedido faço disfarce.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Hoje a alegria respirou um sorriso largo, num sonho quase sentido de um sono leve. Hoje eu não precisei de análises minuciosas, não reli seu currículo pela milésima vez. Hoje eu permiti que o vento tocasse velhas manias pro fundo do armário. Hoje partiu do hoje e para o hoje. Não comecei do ontem nem caminhei severa pro amanhã. Hoje eu lembrei que mágoa passa. Hoje eu retirei das vistas aquele velho medo que me faz ver tudo real demais. Hoje nem o maior romântico me pareceu hipócrita. Hoje, um dia rotineiramente comum, escolhi a última história daquele velho livro empoeirado e não duvidei da escolha. Hoje constatei: cada minuto pode ser longo demais, e as horas são pouco mais que um piscar de olhos. Hoje o sol não veio desejar bom dia, mas aquele pedido aos céus foi prontamente atendido. Hoje, se a terra girasse rápido demais, eu não me importaria com o equilíbrio e sentiria com graça os friozinhos na barriga.

sábado, 22 de maio de 2010

Foi num desses capítulos que eu descobri que a palavra comprometimento não significa nada se não houver coração. Você afirma que prefere se machucar com a pior verdade, mas eu não garanto que você agüenta. Você se ilude, adia as palavras que formulou por dias antes de dormir. Você diz que está “segurando a barra”, mas eu sei que a sua força pode se romper a qualquer momento. Você sabe o que é certo, mas seu coração não pediu que fosse assim. Você está sem saída e isso machuca. A sua covardia martela na sua cabeça. E você, por muitas vezes, se olha no espelho e não gosta do que vê. Você precisa encarar as coisas com verdade, não aquela que você inventou por comodidade. A sua consciência precisa dormir um sono bom. E você, precisa ter fé.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Medo, apreensão, empolgação, encantamento, raiva, cansaço, alívio.
Quantas aventuras cabem em vinte e quatro horas...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Angústia não é quantificável.

A menina acordou aos berros do despertador, como de costume. Cacheou as pontas dos cabelos, prendeu algumas mechas e escolheu seu melhor casaco. Lápis nos olhos para esconder a noite insone. Mais que isso. Lápis nos olhos posto em armadilha. E rumou para mais um dia; um dia quase tão igual quanto os cento e cinquenta últimos. Não foi por falta de espaço que, aquele dia, a menina sentiu o coração apertadinho, sufocado. Não foi a falta de espaço que atrapalhou a respiração. Aquele dia poderia ser exatamente igual a todos os outros, não fosse a razão gritando "Perigo!"

domingo, 9 de maio de 2010


Minha linda, tem tempos que eu ensaio um texto pra ti e nunca achei palavras que ilustrem tudo isso que é a nossa vida. Não é só amor, não é só consideração, não é só carinho. Segue pra além da vida. Eu vim de ti, eu sou teu espelho. Eu precisaria de uma vida inteira repetindo "Obrigada", não só porque você me deu a vida mas também porque você é inteiramente responsável pela pessoa que eu me tornei. Se eu me viro mil tem horas, é muito porque eu preciso que você sinta que valeu a pena cada segundo de ser mãe, cada segundo do amor que você destinou e destina a mim e ao meu irmão. E se te escrevo, é num pedido de perdão. Perdão pela soma dos erros. Pelas vezes que eu não soube reconhecer esse milagre da vida que circula nas nossas veias. Mãe, a maturidade pôs nos meus olhos uma mãe-amiga. A vida me monstrou em você uma mãe-guerreira. E o destino me ensinou vendo você a palavra orgulho. Eu te amo Mãe.