segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Passarinha

Ela canta de felicidade por ter o filhote debaixo das asas como antigamente.
Música de passarinha no ninho que é
Canta a alegria enquanto ele dorme tranquilo
Canta a doçura da vida
Se a paz pudesse ser registrada, esse seria seu retrato mais fiel.

sábado, 15 de janeiro de 2011

"O Ary é o tal homem, lembra? Aquele que recolhe os versos que eu perco no caminho. Ele diz que são tantos que nem cabem numa só vida. Eu sinto que aconteceu e eu sinto que seremos felizes, muito mas do que já fomos."
Amor em 4 atos.

domingo, 7 de novembro de 2010

As coisas que o mundo oferecia...
Me impediam de Te encontrar
De ver que a vida e só em ti.

Mas Tu vieste e tocaste...
bem no fundo do meu coração,
me ensinaste a Ter amar.

O Jesus, recebe então a minha vida,
Recebe as coisas que ti me afastam
Pois só em ti quero viver.

Agora, que o meu coração é Teu,
Quero sempre Te louvar, tua vida transbordar.
Para que mais gente experimente.
Teu amor nos transformando, tua mão a nos tocar.


Essa música é, para mim, o retrato do meu milagre.
Obrigada Senhor.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Nesse mundo, onde a vida caminha formando seus ciclos, cabem muitos recomeços a quem souber traduzir a palavra esperança e muita força a quem souber alimentar a fé. E a gente vai seguindo, ao sabor do tempo, do vento...

terça-feira, 2 de novembro de 2010


Sabe, eu já escrevi pra você antes, mas eu não disse exatamente o que senti que deveria dizer porque as pessoas nos ensinam a nunca justificar e porque é bem verdade que você não merece, nem entenderia. Talvez a minha vontade de te escrever seja maior que os motivos para não fazê-lo e é por isso que eu queria que você soubesse tantas coisas...
Eu queria que você soubesse que sinto cada letra que compõe a palavra felicidade. Eu queria que você soubesse que essas olheiras que eu carrego são só um pretexto. Eu queria poder fotografar a pessoa que eu me tornei, pra que você enxergasse que aquela menina se transformou, que aprendeu a hora certa de conter as lágrimas e libertar o riso.
Eu queria te contar que o plano se refez sem seu protagonista, mas o autor está aqui, firme. Eu queria uma viagem nova, um ideal comum, te falar do filme da semana passada e discordar do desfecho.
Eu ostentei essa idéia, mas não dei a ela o nome de esperança. Foi só um sonho...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Agonia


De toda a alegria, a palavra que mais tem pesado minhas preocupações é a agonia. Agonia pela espera, pelas decisões que não estão nas minhas mãos e pelas que estão. Agonia que se junta à incerteza e rouba meu sono. Agonia e frios na barriga que fazem meu coração trepidar. Agonia!
Eu sei e você- que sou eu defronte à consciência- também sabe que um dia essa agonia acaba e dá espaço a uma nova. E que a gente vai aprender a manter o controle e não enlouquecer tanto assim.
Quando quiser desistir, lembre-se de tirar um tempo pra você, pense no que você foi um dia, no que se tornou. Reveja os planos e mude-os se calhar. Em seguida não pense em nada. Apenas acalme-se.
Você não escolheu que fosse assim, mas de certa forma, isso se tornou vital. E não é ruim porque você descobriu muitas coisas boas no meio do caminho e porque existe algo realmente especial ali na frente esperando pra acontecer.
Você sabe como são as coisas... tempo é tudo o que precisamos, pra planejar, colocar em prática, viver os resultados e recomeçar as vezes que a vida permitir.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Andei pensando em nós, na nossa vida. Assim no plural, que é pra amarrar sua história na minha. Pra colarmos nossas mãos e juntos protagonizar os próximos capítulos.
Materializei você ao meu gosto. Te desenhei num papel bonito, dobrei e guardei no bolso que é pra te carregar comigo, pra que você veja por quais caminhos eu faço futuro. Quis estar no seu bolso também, saber das coisas que você gosta, das que você desaprova. Mais que isso, eu quis muito olhar nos seus olhos.
Eu quis conhecer o limoeiro do seu quintal, sentar debaixo, falar da vida. Quis que você colocasse em palavras o que sente, que falasse com música. Eu quis a caixa de email com uma novidade às quatro da tarde, um botão de rosa sem data marcada. Eu quis um abraço apertado de saudade e um afago suave de quem não tem pressa.
Eu quis te encontrar num dia desses qualquer, alimentei a sua espera e até sonhei com você.

domingo, 18 de julho de 2010

Para você...



Faça sempre o que você fez noite passada, ponha no papel essa agonia que carrega no peito. Jogue fora o peso das perguntas que não possuem respostas. Organize o armário, a agenda, a vida.
Não destine a mim todo o sentimento, mesmo que eu te goste, vou virar frustração um dia. Olhe bem a minha cara lavada, não sou feita de vidro. Não consigo - nem quero - materializar essa sua verdade inventada.
Ame algo na vida que seja só seu. Se ame acima de tudo. Não ponha seu coração à venda a um mau pagador. Doe-se sem se perder. Construa o futuro agora, não o coloque nas mãos de uma pessoa qualquer. Não espere a grande chance, ela se encontra diante dos seus olhos se você souber olhar.
Um dia, quero te ver num futuro bom, e sei que não vai demorar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010



Revirar as gavetas me fez ganhar de você uma visita distante. Aquele velho álbum de fotografias me levou para uma viagem há um tempo quase presente, psicologicamente antigo.
Tem muitas coisas que eu queria que você soubesse, mas nosso português tem significados diferentes agora. Só conseguimos nos comunicar por gestos: Você veste sua armadura e eu recuo. Nos olhamos pedindo convite para um papo bom. Não conseguimos.
Eu escolheria a distância geográfica se pudesse receber de você qualquer mensagem de boas novas, qualquer sinal de fogueira. Só pra saber que é você ali, e se lembrou de mim. Compartilhou um riso, uma lágrima, frustrações, euforias e tudo mais.
Você se lembra do primeiro show que fomos? Certas alegrias baratas costumam valer uma vida. E quando você chorou sua primeira dor de amor, foi comigo que voce abriu o peito e escancarou todo o sentimento. Chorou, xingou e seguiu. Quando foi a minha vez, nem precisei chamar e você já estava lá.
Chegamos ao futuro enfim, e o que mais me entristece é ter que te deixar no passado.

quinta-feira, 15 de julho de 2010



Não, eu não estou brava com você. O problema é esse tempo que passa rápido demais, que me obriga a apertar o passo. São os ponteiros do relógio gritando: o futuro começa agora. É sempre a mesma história. Fico exausta quando o assunto sou eu, é você, é essa confusão que a gente se causa.
São tantas decisões que no fim das contas, por medo, adio aquele abraço que ensaiamos tantas vezes, amarro num laço as palavras que tenho vontade de te dizer. E você sabe. Você me lê em cada gesto.
Eu te confundo. Você não entende, revolta. E então te peço: por favor, não brigue comigo! A luta não é minha, é com o tictac que não pára. São as folhas do calendário virando insistentemente. Mas ouça! Tudo muda. Um dia a gente senta na calçada, brinca com o tempo. Um dia a gente segue rumo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Trilhas da semana.

Simone - Migalhas
Oswaldo Montenegro - Intuição, Metade, Andança
Julinho Marassi e Gutemberg - Aos meus heróis
Los Hermanos - Conversa de botas batidas
Maria Bethania - Grito de alerta
Belchior - Medo de avião, Saia do meu caminho

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu perdi todas as minhas certezas, se alguém encontrar diga que preciso delas aqui, comigo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amanhã


Eu poderia te falar das esperanças que ando cultivando e daquelas que eu já não tenho mais. Eu escolheria por horas um abraço, mas tem sempre a vida dando o sinal de alerta: acabou o recreio. Eu arriscaria um poema, uma música, um sorriso, não soasse confissão. Eu brincaria menina, não fossem as responsabilidades chamando mulher. Eu desistiria desse jogo de engolir meias mentiras que os adultos inventaram por comodidade. Eu imaginaria as pessoas como Lennon imaginou: living life in peace. Eu reencontraria os sonhos, eu os defenderia com mais verdade. Eu me lembraria - mesmo que por um instante - que existe uma palavra, um dia, que faz toda a diferença: amanhã.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

What the wind says when she cries?

O cenário é justamente esse: choro aqui dentro, vento forte lá fora. Meus milagres foram desfeitos e então o vento tocou a alegria quiçá pros próximos capítulos. Páginas novas, recomeço. Tudo isso que chamo de esperança. Que hoje me faltou. Fim do dia, fim do fim. Que venha o amanhã, mais sereno, ameno.
Eu não sei da onde veio essa poeira que me embaçou a vista, só sei que desejei ver as coisas com mais clareza. Desejei, por alguns instantes, que o dia de hoje fosse algum conto mal escrito solto por aí. Depois entendi, a rajada de vendo levou embora o meu castelo de cartas de baralho, tudo que ela quer é reconstrução. E eu, egoísta que sou, nao vou dar chance ao fracasso.

domingo, 30 de maio de 2010

Não consigo repreender ninguém num abraço. Faço do riso um sinal, destinado a poucos. A poucos por que é muito. E os olhos, verdinhos, vivos, fazem confissões num riso decodificador. E eu, num pedido faço disfarce.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Hoje a alegria respirou um sorriso largo, num sonho quase sentido de um sono leve. Hoje eu não precisei de análises minuciosas, não reli seu currículo pela milésima vez. Hoje eu permiti que o vento tocasse velhas manias pro fundo do armário. Hoje partiu do hoje e para o hoje. Não comecei do ontem nem caminhei severa pro amanhã. Hoje eu lembrei que mágoa passa. Hoje eu retirei das vistas aquele velho medo que me faz ver tudo real demais. Hoje nem o maior romântico me pareceu hipócrita. Hoje, um dia rotineiramente comum, escolhi a última história daquele velho livro empoeirado e não duvidei da escolha. Hoje constatei: cada minuto pode ser longo demais, e as horas são pouco mais que um piscar de olhos. Hoje o sol não veio desejar bom dia, mas aquele pedido aos céus foi prontamente atendido. Hoje, se a terra girasse rápido demais, eu não me importaria com o equilíbrio e sentiria com graça os friozinhos na barriga.

sábado, 22 de maio de 2010

Foi num desses capítulos que eu descobri que a palavra comprometimento não significa nada se não houver coração. Você afirma que prefere se machucar com a pior verdade, mas eu não garanto que você agüenta. Você se ilude, adia as palavras que formulou por dias antes de dormir. Você diz que está “segurando a barra”, mas eu sei que a sua força pode se romper a qualquer momento. Você sabe o que é certo, mas seu coração não pediu que fosse assim. Você está sem saída e isso machuca. A sua covardia martela na sua cabeça. E você, por muitas vezes, se olha no espelho e não gosta do que vê. Você precisa encarar as coisas com verdade, não aquela que você inventou por comodidade. A sua consciência precisa dormir um sono bom. E você, precisa ter fé.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Medo, apreensão, empolgação, encantamento, raiva, cansaço, alívio.
Quantas aventuras cabem em vinte e quatro horas...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Angústia não é quantificável.

A menina acordou aos berros do despertador, como de costume. Cacheou as pontas dos cabelos, prendeu algumas mechas e escolheu seu melhor casaco. Lápis nos olhos para esconder a noite insone. Mais que isso. Lápis nos olhos posto em armadilha. E rumou para mais um dia; um dia quase tão igual quanto os cento e cinquenta últimos. Não foi por falta de espaço que, aquele dia, a menina sentiu o coração apertadinho, sufocado. Não foi a falta de espaço que atrapalhou a respiração. Aquele dia poderia ser exatamente igual a todos os outros, não fosse a razão gritando "Perigo!"

domingo, 9 de maio de 2010


Minha linda, tem tempos que eu ensaio um texto pra ti e nunca achei palavras que ilustrem tudo isso que é a nossa vida. Não é só amor, não é só consideração, não é só carinho. Segue pra além da vida. Eu vim de ti, eu sou teu espelho. Eu precisaria de uma vida inteira repetindo "Obrigada", não só porque você me deu a vida mas também porque você é inteiramente responsável pela pessoa que eu me tornei. Se eu me viro mil tem horas, é muito porque eu preciso que você sinta que valeu a pena cada segundo de ser mãe, cada segundo do amor que você destinou e destina a mim e ao meu irmão. E se te escrevo, é num pedido de perdão. Perdão pela soma dos erros. Pelas vezes que eu não soube reconhecer esse milagre da vida que circula nas nossas veias. Mãe, a maturidade pôs nos meus olhos uma mãe-amiga. A vida me monstrou em você uma mãe-guerreira. E o destino me ensinou vendo você a palavra orgulho. Eu te amo Mãe.